Gestão 3.0: a morte do gerente e o nascimento do curador de informações

Por 19 de novembro de 2015institucional

Se você está acostumado ao modelo de negócios em que o cliente faz um pedido para o atendente que informa o gerente que passa para o funcionário executar, esqueça tudo o que você sabe. Calcula-se que 40% das empresas do globo vão desaparecer nos próximos anos e a culpa é exatamente desse modelo de gestão.

Uma tendência inevitável

Em vez de gestores de equipes e funcionários, o novo modelo de gestão que tem sido determinante para o sucesso das empresas após a revolução digital é horizontal: a figura do gerente dá lugar ao curador de informações e o funcionário desaparece para se transformar em fornecedor, lidando diretamente com o consumidor final. Tudo isso estruturado em plataformas mediadas por algoritmos.

De acordo com o renomado consultor de negócios Carlos Nepomuceno, doutor em Ciência da Informação que tem investigado os novos cenários do mercado, chegou ao fim a gestão da estrutura piramidal e da relação patrão-trabalhador.

O desenvolvimento exponencial das tecnologias da informação muda esse cenário de maneira muito determinante por dois motivos: o primeiro é a própria tecnologia, que automatiza muitos processos, diminuindo a quantidade de agentes necessários entre um pedido e uma entrega. O segundo é a transformação no próprio perfil do consumidor, que com todas as redes de comunicação disponíveis deixa de ser calado e massificado e ganha personalidade, voz e atitude crítica em relação ao que decide consumir.

Como incorporar

Nepomuceno cita o Uber como um dos negócios que exemplificam claramente esse novo modelo: os motoristas se cadastram no sistema assim como os usuários do serviço. Motoristas e passageiros se comunicam diretamente entre si e, se o serviço não satisfizer o consumidor, quem leva a bronca é o próprio motorista. Nesse sistema, quem manda é o consumidor, e é o seu nível de satisfação que vai ranquear os melhores fornecedores.

Para quem acredita que essa tendência é exclusiva para negócios digitais, Nepomuceno informa que esse modelo pode e deve ser aplicado em qualquer empresa de qualquer área. Para as mais tradicionais, essa transição pode ser iniciada em uma escala pequena, de modo paralelo ao modelo antigo e com a função clara de inovar.

Será mesmo que qualquer negócio pode evoluir para uma gestão sem gerente? Na dúvida, vale refletir sobre a frase do Gary Hamel: “O problema com o futuro é que ele é diferente. Se você não é capaz de pensar de maneira diferente, o futuro sempre chegará de surpresa”.

Interessou? Então leia mais: http://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2015/11/vamos-acabar-com-os-gerentes-nas-empresas.html

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